O Nascimento do bébé (O Meu Marido Agarrou O Bebé)

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Primeira gravidez!

Sem muito suspense você pode imaginar ou ter em mente o que aconteceu comigo até mesmo no pior caso e como ironia do destino, aconteceu por duas vezes. Quando estamos gravidas, nós mulheres gostamos de receber mimos, voltamos a ser bebes por alguns segundos, e queremos toda a atenção para nós. Mas infelizmente no meu caso foi só drama e não pude desfrutar destes pequenos gestos e mimos durante o ultimo dia da minha gestação nem aqueles mimos na hora de expulsar o meu bebé dentro de mim.

 

Foi mais um dia normal até ter ido decidir dormir. Pouco depois de uma decisão tão cuidadosa e habilmente pensada, minhas contrações decidem começar, precisamente ás 01:00. Rapidamente liguei ao meu marido, na qual deslocou-se em minha atenção uma vez que o local do seu trabalho era a uns metros de distancia da nossa casa. Após a chegada do meu marido, as minhas contrações começaram a piorar, só você que ja teve contrações sabe a dor incontrolável. Foi uma dor que nunca senti antes, eu mesma estava confusa entre lagrimas de tortura e exitação, foi quando decidimos ligar aos médicos e pedir a sua assistência. Depois de reportar as minhas contrações, os médicos aconselharam-me a esperar mais um pouco em casa até ordens contrarias, mas ‘’Os profissionais sabem melhor’’, pensei para dentro de mim.  As horas passavam, e as dores aumentavam, lagrimas de uma emoção mista, não havia posição que me confortasse, e foi nesse momento de espera que a primeira parte do espetáculo havia começado.  Com tudo isso, deixei de conseguir andar, passos pequenos foi quando veio a minha cabeça ‘’ Ja chega, vais ja para o hospital!’’ e foi quando recebi uma mensagem do meu marido ‘’ estou no ginásio’’ entretanto ele acabou de por me levar ao hospital. 


Fui levada para ser examinada assim que cheguei, e fui avisada para voltar para casa porque ainda só tinha 2 centímetros de dilatação.

Eu parei no tempo!! Ainda eram entre 06:00-07:00 da manhã, mas literalmente senti-me como se ja estivesse com os mesmos sintomas o dia inteiro. Lawrence sugeriu que fossemos para a casa da minha mãe, uma vez que ela residia perto do hospital. Meu marido foi muito solidário e sempre se manteve calmo, o que me fortaleceu bastante . Mais tarde, no dia em que visitei o banheiro, comecei a sangrar; Isso causou preocupação para todos nós e imediatamente chamamos a ambulância! A ambulância não perdeu tempo ao chegar,  mas o serviço dentro da ambulância, não existem palavras para descrever. De imediato informei os paramédicos que eu estava a sentir pressões pesadas, o que fez com que me desse vontade de expulsar algo dentro de mim. Fui instruída a deitar-me no chão para o exame, na qual examinaram-me a vários metros de distância e assim que acabaram tiveram a audácia de me dizer que não conseguiam ver nada, e rapidamente foi me pedido para colocar minhas calças de volta!

Dentro de mim pensei: ‘’ Isto só pode ser uma brincadeira, não lhes interessa ter ca uma gravida no hospital’’. Mais uma uma vez agradeci a deus, ao meu marido e a minha mãe por terem sempre me acalmado quando precisasse. Mesmo a caminho do hospital informando aos paramédicos da minha dor e das minhas contrações, a incompetência deles não permitiu-lhes que formassem palavras de acalento

 

Ao chegar no hospital nesse mesmo dia horas depois, os paramédicos, em poucas palavras, disseram:  "corram". Sem apoio de uma cama para ser transportada ou qualquer coisa do género. 
Foi bastante estranho para mim, a calma que abundou em meu marido durante este dia, porque o Lawrence que eu conheci ha anos teria feito sopa com esses médicos! Com tudo, eu mantive minha calma porque eu sabia que se a perdesse, era tudo que Lawrence iria precisar para alcançar um registro criminal no dia do nascimento de seu filho ... o diabo é um mentiroso!

Assim que cheguei a recepção do departamento e fui aconselhada a sentar-me e esperar.  Como todos nos sabemos e podemos imaginar que numa recepção hospitalar não existe restrições de espera ou do género.  Dois minutos depois de me sentar, dolorosamente  GRITEI : ‘’ EU PRECISO DE EMPURRAR O BEBE’’. Mais uma vez, contestaram a minha afirmação, rapidamente levantei-me e baixei a minha calça um pouco e assim que o fiz,  senti a cabeça do bebé. ‘’ EU CONSIGO VER A CABEÇA DO EMU FILHO ‘’!!  uma vez deram-me como maluca e foi me pedido para subir novamente as calcas, mas fiz o contrario e assim que baixei as calcas ate a nível dos joelhos, com toda a fé que carrego dentro de mim, consegui expulsar o meu bebé, sem ajuda de médicos , enfermeiras ou mesmo ate recepcionistas. Foi quando o pânico instalou-se assim como os gritos e uma agitação inesplicavel em todos que me rodeavam, mães gravidas, pais acompanhantes, recepcionistas enfermeiros e ate mesmo os funcionários de limpeza.  
- A dor levava-me ao desespero. Graças a Deus, meu marido pegou o bebé enquanto ele deslizava dentro das minhas calças. 
O olhar do meu marido .. como se ele estivesse literalmente prestes a desmaiar. Após tal episódio, o alerta vermelho foi dado como emergencia. 


Fui apressada para a sala de parto com meu bebê, onde tive que expulsar a placenta. Neste processo perdi muito sangue durante este processo, com tudo,  Deus não me deixou só. Tudo aconteceu tão rapidamente que nem sequer tivemos a nossa família por perto,  porque se fosse algo planeado acredito que o hospital estaria barrotado. É tradição da família para encaixar-se em qualquer lugar que visitamos com amor, apoio mental e físico um para o outro. Por isso, eu ficando grata a família do meu marido, que não esteve presente para presenciar todos os maus tratos, porque se estivessem acredito que talvez  tivesse dado à luz na prisão. Eles não hesitaram em corrigir uma série de atitudes para com os médicos.

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O hospital ficou repleto de visitantes e familiares, foi um dia tão abençoado que não consigo descrever. O pensamento de processar o INFERNO dessas pessoas veio à mente, mas nós apenas pensamos, graças a Deus que ele mesmo entregou nosso filho Zayne e foi feito com perfeição à sua maneira. As coisas poderiam ter acabado de forma diferente.